CONTO DE AVENTURA 7C - Matheus Cauê

 Miles, o soldado


Dia 20 de Abril 1057, eu nascia em uma pequena cidade em Portugal e me deram o nome de Miles. Desde pequeno eu era animado, ingênuo, honesto e medroso. Ninguém queria ser meu amigo. Entretanto, eu tinha um amigo, apenas um, mas... uma vez eu sofri um acidente grave e ele se foi. Desde então nunca mais o vi.

No auge dos meus 11 anos eu tinha sofrido um acidente. Andando pela cidade onde eu vivia, achei um frasco perto de uma barraca onde estava uma velha senhora. O frasco tinha um líquido vermelho e na tampa do frasco estava escrito “ΖΩΗ.” Curioso com o que poderia ser tal líquido, eu me aproximei da loja da velha senhora e disse: “Com licença, moça! Poderias dizer o que é este líquido neste frasco?” A senhora acenou com a cabeça indicando que não podia. Logo depois, pegou o frasco e estendeu-o até mim. Ela disse: “Beba, garoto. Beba!” Eu nem pensei duas vezes e peguei o frasco. Eu bebi tudo de uma vez. Eu não sabia que essa tinha sido a pior escolha da minha vida.

Logo após eu beber o líquido do frasco eu comecei a me sentir muito mal, até que eu caí no chão e comecei a me contorcer todo. Naquele dia eu quase morri, mas curiosamente não morri. Falaram que foi um milagre eu não ter morrido.

Surpreendentemente, logo após eu voltar a ficar bom eu me senti mais forte. Eu me senti tão bem, me senti melhor do que nunca.

Em 1095, o Papa Urbano II deu início a uma série de expedições militares. Estas expedições foram feitas pelos cristãos contra os mulçumanos. O principal objetivo destas expedições era conquistar Jerusalém, a terra Santa, pelo menos era isto que diziam para nós. Essas expedições militares foram denominadas de “Cruzadas”, pois além de usarmos uma cruz no uniforme, aquela expedição cruzava o continente europeu.

Eu fui para uma destas cruzadas oficiais. A primeira delas foi chamada de Cruzada dos Cavaleiros, que foi iniciada em 1096. O Papa Urbano II prometeu salvação para aqueles que lutassem contra os infiéis. Por mais que todos tivessem sido convocados, poucos conseguiram ir para a Cruzada dos Cavaleiros. A grande maioria eram nobres. Eu era um dos poucos plebeus lá.

No ano de 1096, nós saímos da Europa para ir até Constantinopla, no Império Bizantino. Esse foi um longo trajeto e durante ele eu passei muita fome, passei mal demais. Por vários dias eu vomitei e passei mal. Após chegar em Constantinopla eu já estava com muito medo, medo de morrer e da solidão. Eu estava desesperado, até que ele chegou, Ton Autre Coté.

Caído no chão, eu olho para cima e o vejo... Ton Autre Coté olhava para mim com olhar... Aquele olhar… Um olhar frio e de desprezo, mas ele estava com um sorriso simpático no rosto, até que ele diz: “Tu vais desistir assim? Que covardia. Do que tu tens medo? Da morte ou da solidão? Não esqueça que uma pode vir acompanhada da outra, e uma obrigatoriamente vem acompanhada da outra. Os covardes morrem várias vezes antes da sua morte, mas o homem corajoso experimenta a morte apenas uma vez. Quem encontra prazer na solidão ou é fera selvagem ou é Deus. Levante-se e lute! Apesar de seus medos e dores, levante-se e lute! Caso contrário terei que levantar-me e lutar mais ainda contigo”.

Naquele instante eu pensei por um breve momento no que fazer, então quando eu olho para cima vejo a mão dele esticada para mim, então eu seguro na mão dele e me levanto.

— Ótima escolha esta tua, jovem companheiro. Tu tens que ser forte. Aliás, meu nome é Ton Autre Coté! — diz Ton Autre Coté.

Ton Autre Coté era um homem que estava indo para as cruzadas conosco, mas curiosamente, ele não montava em cavalo nenhum, não tinha uniforme nenhum. Ele sequer tinha armas, mas ele me ajudou.

Após uma longa caminhada, conseguimos chegar até Jerusalém. Começamos a invadir Jerusalém, mas os Mulçumanos também eram fortes. Eles nos atacaram com força. Centenas de pessoas morreram.

Com uma espada na mão, fogo no peito e determinação na mente eu fui correndo até os mulçumanos e nisso disse: “Morram!”

Vieram quatro mulçumanos para cima de mim, mas eu era mais ágil que eles. O primeiro veio na minha frente e em pouco tempo eu cortei a garganta dele; o segundo e o terceiro vieram por trás, mas Ton Autre Coté grita: “Atrás, jovem companheiro!” Então, eu consegui virar e me esquivar, por pouco, do golpe deles. Tive apenas alguns arranhões. Mas ainda tinha mais um, o maior de todos. Ele parecia um monstro, deveria ter 2,30 de altura. Parados um na frente do outro nós seguramos com força nossas espadas e corremos um até o outro. Ele primeiramente conseguiu me acertar bem no ombro direito, fazendo um corte aberto grave. Com isto, eu já fiquei com medo e dor, mas eu lembrei do que Ton Autre Coté me disse. Portanto, eu segurei mais forte ainda minha espada e fui para cima do infiel. Correndo muito rápido, eu pulo para cima dele e empunhei minha espada em sua cabeça. Com isto, ele cai no chão morto. Entretanto, a batalha não tinha acabado. Logo depois, eu ouço Ton Autre Coté dizendo: “

     - Olhaste ao seu redor, jovem companheiro? A batalha não acabou ainda”.

Então, eu olho ao meu redor e vejo milhares de mulçumanos preparados para me atacar. Mesmo vendo isto ao meu redor, eu não recuo, vou para cima deles e ataco-os com toda a minha força. Eles eram mais fortes... A última coisa que eu me lembro é de uma catapulta jogando uma pedra no meu rosto. Eu desmaiei.

Após uns 3 anos nós tínhamos ganhado a guerra e eu tinha acabado de acordar. Eu estava vivo, sem feridas nenhuma. Eu achava que tinha sido outro milagre, igual o que aconteceu quando eu tinha 11 anos. Entretanto, após eu me olhar no espelho percebi uma coisa. Desde os meus 28 anos eu não envelhecia e isso era muito estranho, pois eu tinha 42 anos. Mas após eu pensar muito sobre isto eu sou interrompido por Ton Autre Coté que diz:

- Finalmente acordaste, jovem companheiro. Eu esperei  tu acordares para eu me despedir desta vez... Agora que tu não precisas mais de mim, eu terei que ir.

         - O quê!? Não! Fique! Eu preciso de você! — digo eu.

        -  Não, jovem companheiro, tu não precisas mais de mim. Eu preciso ir, tu precisas que eu vá para assim tu conseguires ser forte sem mim para te incentivar a atos do tipo. Adeus, jovem companheiro! — diz Ton Autre Coté.

E nisso ele saiu pela porta, deixando-me para que assim eu ficasse mais forte sozinho. Ele foi um ótimo amigo.

- Nossa, impressionante mesmo! Tu inventou tudo isso durante este tempo mesmo de guerra, soldado Miles? — pergunta um dos soldados soviéticos.

- Positivo, soldado. É apenas coisa da minha mente — responde Miles com um sorriso no rosto.


Aluno: Matheus Kauê


Comentários

  1. Esta ótimo continue assim
    Miqueas 8°B

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  2. amei muito legal
    Rayssa 8C

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  3. Ficou ótimo!!
    (Lívia 8A)

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  4. Parabéns, ficou muito bom!!
    (Lívia 8A)

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  5. ficou ótimo! (Eduarda 8A)

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  6. Muito bom Nicholas Silva 8B

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  7. Muito bom! (Gabrielle 8C)

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  8. Uma ótima história, parabéns

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  9. Uau que história fantástica! (Matheus vinicios 8C)

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  10. Essa história é perfeita!(Nicolly 8°B

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  11. A sua história está muito boa parabéns
    Jamily 8b

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  12. Parabéns ficou ótimo
    Yure 8b

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  13. Ótimo!!
    (Maria Eduarda 8b)

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  14. Este comentário foi removido pelo autor.

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  15. Ficou ótimo ( Juliana 8E)

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  16. Muito bom, parabéns!

    Ana Júlia 8°E

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  17. bom demais, ficou top
    tici 8a

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  18. Parabéns(Emanueli 8•C)

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  19. FICOU INCRÍVEL gostei muito (Guilherme Almeida de lima 8A)

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  20. Wow Matheus, esse texto ficou realmente incrível! Eu acho que você pegou inspiração na história do Capitão América pra fazer a parte do líquido vermelho. Não sei nem mais oque falar direito, então só vou falar os pontos que eu gostei.

    -Fluidez do Texto/Escrita
    -Historia foi baseada em fatos históricos
    -"Trauma" da infância do Miles
    -Personagens
    -E outros...

    Nota final: 10/10
    Amei cara

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  21. Gostei mtt Ana Carolina 8A

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  22. Narrativa e escrita 🤩! Parabéns! Ótimo texto!

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